Instruções de cultivo para roseiras em haste

É necessário seguir algumas regras básicas para que as roseiras cresçam bem no jardim e, sobretudo, floresçam abundantemente.

A primeira regra é escolher o local certo, garantindo espaço e luz suficientes para o desenvolvimento da planta.

A melhor altura para plantar roseiras é no outono, até à primeira geada, ou de março a abril, antes do início do crescimento mais vigoroso.

O local ideal para plantar roseiras em haste é uma zona ensolarada.

Um solo franco-arenoso, bem drenado e rico em húmus é particularmente adequado para o cultivo.

A irrigação é igualmente um fator essencial, pois influencia significativamente a formação das flores e o desenvolvimento de rebentos vigorosos.

Plantação e solo:

Para plantar roseiras em haste, escolha um local ensolarado e bem ventilado, com solo franco-arenoso, rico em húmus e com boa drenagem.

Após desembalar as plantas, mergulhe as raízes num balde com água durante 12 a 24 horas.

Antes disso, é aconselhável podar ligeiramente as raízes e os rebentos, deixando um a três gomos por rebento (se a plantação for feita na primavera; se for no outono, a poda deve ser realizada apenas no início da primavera seguinte).

A cova de plantação deve ter cerca de 60 cm de profundidade. A terra no fundo e nas laterais deve ser cuidadosamente solta com um garfo.

Para estimular o enraizamento, recomenda-se a adição de substrato específico para rosas ou composto bem curtido.

De seguida, cubra com uma camada de terra de jardim e coloque a planta na cova.

O ponto de enxertia (visível como um “nó”) deve ficar cerca de 5 cm abaixo do nível do solo.

A distância entre plantas deve ser de aproximadamente 80 a 100 cm.

Se substituir roseiras antigas por novas, recomenda-se renovar o solo até cerca de 50 cm de profundidade.

Fertilização:

Pode utilizar um substrato especial para rosas, que contém os nutrientes básicos necessários.

Recomenda-se a utilização de fertilizantes formulados especificamente para roseiras em haste.

Nos anos seguintes à plantação, é aconselhável complementar o solo com nutrientes essenciais como azoto, fósforo, potássio, cálcio, ferro e magnésio.

As roseiras devem ser fertilizadas principalmente na primavera e novamente no final de junho, quando os botões começam a formar-se.

Entre outubro e novembro, pode adicionar potássio e fósforo para reforçar a resistência da planta antes do inverno.

Rega:

A rega é um fator fundamental para o bom desenvolvimento das roseiras.

As chuvas ocasionais não são suficientes.

Durante a estação de crescimento, recomenda-se uma rega abundante cerca de uma vez por semana, evitando os períodos de maior calor.

Regue sempre de manhã cedo ou ao final da tarde.

Se o solo estiver bem solto, a água penetrará corretamente até às raízes.

As roseiras possuem raízes profundas, pelo que é importante fornecer água suficiente (até cerca de 40–50 litros por m²), quantidade geralmente adequada para 10 a 14 dias.

Nos meses mais quentes do verão, reduza o intervalo entre regas.

No final do verão, aumente gradualmente os intervalos.

Antes das primeiras geadas, é importante regar adequadamente para evitar que a planta sofra com a seca.

Evite molhar as folhas para prevenir doenças como a mancha negra.

Doenças e parasitas:

As doenças mais comuns das roseiras são a mancha negra e o míldio.

A mancha negra é uma doença fúngica. Se detetar sintomas, remova as folhas afetadas e trate a planta com um fungicida adequado.

O míldio manifesta-se através de manchas amareladas ou acastanhadas na parte superior das folhas, podendo ser causado por rega inadequada ou variações bruscas de temperatura.

Caso surjam sinais da doença, elimine as partes afetadas e aplique um tratamento apropriado.

Outra praga frequente são os pulgões, que podem ser combatidos com produtos específicos ou com uma solução de água e sabão aplicada nas folhas.

Como proteger as plantas antes do inverno:

Para preparar as roseiras em haste plantadas no jardim para o inverno, deve amontoar terra em redor da base da planta.

Pode também proteger a zona da enxertia com estrume bem curtido, evitando o contacto direto com a madeira.

Na primavera, esse estrume funcionará como fertilizante natural.

Os ramos podem ser protegidos com ramos de coníferas, palha ou tecido não tecido.

A proteção é especialmente recomendada quando as temperaturas descem abaixo dos -10 °C.

A forma mais importante de proteção é resguardar a zona da enxertia e a copa da planta.

Poda:

Poda de inverno – Antes da chegada do inverno, todos os ramos devem ser encurtados de acordo com o tipo e a altura da variedade da roseira, deixando um comprimento uniforme de 30 a 50 cm.

Poda de primavera – A poda realizada no final do inverno é a mais importante. Todos os ramos fracos, danificados ou envelhecidos devem ser removidos, deixando apenas 3 a 5 dos ramos mais fortes. Estes devem ser encurtados para cerca de 10 a 15 cm, dependendo do tipo e da altura da variedade.

Poda de verão – Durante o verão, remova regularmente as flores murchas. Isto estimula o crescimento da planta e favorece a formação de novos rebentos floríferos.

Informações importantes

Eliminação de rebentos “selvagens” em roseiras em haste

Após a plantação, as roseiras em haste começarão a florescer ao fim de alguns meses. Para além das flores características da variedade enxertada, podem surgir rebentos com flores silvestres (frequentemente de cor roxa).

Estes rebentos nascem do porta-enxerto original e devem ser removidos (ver imagens).

Elimine todos os rebentos e flores “selvagens” que apareçam na planta. Isto é essencial, pois os rebentos do porta-enxerto consomem energia, atrasam o desenvolvimento da variedade enxertada e podem, eventualmente, dominar toda a planta.

  • Imagem 1

    Flores roxas “selvagens” a surgir na haste da roseira

  • Imagem 2

    Remoção de flores e rebentos “selvagens”

  • Imagem 3

    Roseira após a remoção de todos os rebentos e flores “selvagens”